quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Terráqueos


O poeta e compositor betinense @Tiago Henrique sugeriu que conhecêssemos um documentário do diretor Shaun Monson, produzido em 2005.
@Tiago Henrique
Recomendo Earthlings (Terráqueos, em português) não apenas por ser um premiado documentário, mas por sua capacidade de mudar a trajetória do mundo e por sensibilizar as pessoas para um propósito mais fraterno e consciente da vida com igualdade e sem descriminação.
O documentário pode ser visto na integra através do site http://terraqueos.org/

Sobre o filme
É um filme-documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (para estimação, alimentação, vestuário, diversão e desenvolvimento científico), mas também ilustra nosso completo desrespeito para com os assim chamados "provedores não-humanos".

O filme é narrado por Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e possui trilha sonora composta pelo instrumentista, dj e compositor
Moby. Com um profundo estudo dentro das pet-shops, criatórios de filhotes e abrigos de animais, bem como em fazendas industriais, no comércio de couro e peles, indústria de esporte e entretenimento, e finalmente na carreira médica e cientifica. Terráqueos usa câmeras escondidas e filmagens inéditas para narrar as práticas diárias de algumas das maiores industrias do mundo, as quais dependem de animais para lucrar.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O Conde de Monte Cristo

A dica da vez para o Antenados Cult é da recém formada em jornalismo @Alice Brito. Confira que interessante a indicação da garota.

@Alice Brito
O Conde de Monte Cristo, dirigido por Kevin Reynolds, é um filme épico que, como na maioria deste gênero fílmico, apresenta belos cenários e figurinos. Neste caso, a caracterização grandiosa, ajudou compor a história, baseada na força de um homem que luta por vingança após ter sido traído por seu melhor amigo. A história mostra que tudo é suportável quando se tem uma meta a ser traçada. 

Acho o máximo filmes que além de belos cenários e figurinos, possuem um enredo que prezam por virtudes como: respeito, honra, paciência e amor. Ter a certeza de que as coisas nem sempre acontecem do modo que a gente quer, mas nós, pela persistência, esperança e paciência podemos transformar o que temos no melhor a ser vivido. É instigante e motivador.

Assista o trailler do filme:


É essa a lição que o filme nos deixa, de que tudo pode mudar se não medirmos esforços para chegar ao objetivo que buscamos.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cantando na chuva

Nossa amiga de longa data @PaulinhaBicalho revirou o baú e sugeriu um clássico para nós.

@Paulinha Bicalho
Dizem que os clássicos nunca saem de moda... Filmes, livros, músicas, sempre nos trazem algo marcante, que conquista o coração de um número grande de pessoas e passa a ocupar um espaço de destaque.


Um dos meus clássicos preferidos é o filme “Cantando na chuva” (Singing in the rain), com Gene Kelly e grande elenco.  Musicais sempre tiveram um lugar especial no meu coração, já que a música é uma das partes mais fundamentais da minha vida. Mas esse, em particular, me chamou atenção desde a primeira vez que vi.  A famosa cena em que Gene Kelly canta e dança na chuva é uma das coisas mais geniais, em minha opinião. 


Primeiro, porque quando o vejo em cena, cantando e dançando, tenho a sensação de que não é possível existir ninguém no mundo mais feliz do que ele.  Segundo, porque a cena te faz ter vontade de sair por aí cantarolando também, te instiga a prestar mais atenção na beleza da vida, a ter leveza.  Acho que, quando a gente chega ao ponto de se sentir tão feliz, mas tão feliz que quer sair por aí dançando e cantando, sem se importar com ninguém, nem com nada, é porque encontrou a verdadeira felicidade, a alegria plena de viver.

#CENAS DO FILME


E não é isso que buscamos o tempo todo? Ser feliz independente de qualquer coisa? E não é, também, essa busca que torna a nossa vida muito mais interessante? A grande lição que fica pra mim com o filme é que a maior das felicidades está nas coisas simples, em um beijo roubado, um amor correspondido, um banho de chuva, em cantar a música preferida... É poder sentir, como diz a trilha do filme “a glorious feeling” ou “uma sensação maravilhosa”. Que todos nós possamos nos sentir assim!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Reflexões de um liquidificador

A Fotógrafa betinense @Dih Leeall sugere uma produção nacional para nosso espaço.

@Dih Leeall
Indico um filme brasileiro cujo protagonista é um liquidificador. Sim! O objeto de bater e triturar recebe a voz de Selton Melo. 



Nessa onda de bater, triturar e digerir, o eletrodoméstico começa a sentir as tragédias e desventuras das pessoas que o cercam e o utilizam. O filme "Reflexões de um liquidificador" trabalha uma espécie de humor negro. Sem cair em deboche, o diretor Klostzel, conseguiu uma obra fina do cinema brasileiro.

Trailer


Comentário do diretor sobre o filme


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Corpo Fala


A dica da semana para o Antenados Cult, é da estudante de psicologia @Jéssica Silva que, por sinal, acompanha o Projeto Antenados há muito tempo. Olha que interessante a indicação da futura psicóloga.
 
O livro de Pierre Weil e Roland Tompakow traz de forma dinâmica e muito divertida a interpretação de como nos comunicamos de forma não verbal, ou seja, através do nosso corpo.
Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos”, já dizia Freud ressaltando como a linguagem corporal é inconsciente e, portanto, indomável.
@JéssicaSilva
 Pierre traz essa realidade de forma muito simples, contando com ilustrações feitas por Tompakow. E, juntos, eles trazem ao leitor o significado de movimentos corporais bem cotidianos que passam despercebidos por nós.
A posição dos alunos em uma sala de aula, a posição da cabeça, mãos e pernas em um encontro casual ou reunião com amigos, a recusa da oferta de um generoso pedaço de bolo (que aliás você não queria recusar), o modo com se diz “sim” com as palavras, mas todo o corpo diz “não”. Situações como essas, são apresentadas de forma “alfabetizante” e, com certeza, fará o leitor perceber as pessoas de um modo muito mais analítico, tendo agora, porém, a tradução de todo esse comportamento silencioso.
A obra é simplesmente sensacional, de leitura muito fácil e divertida. Uma boa dica é lê-la em um lugar público, para que vez ou outra, se dê aquela paradinha com intenção de observar algumas pessoas.
Para todos os interessados, uma boa leitura!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Paris, Texas


A indicação da semana ficou por conta do estudante de cinema @Marco Fuse. Olha que bacana a sugestão do menino.

O interessante nesse filme é perceber como os personagens vão ganhando identidade ao longo do filme e como a trilha sonora, composta por Ry Coorder e a fotografia de Robby Müller contribuem para o estado de solidão do personagem. 

@Marco Fuse
Um Road movie muito incomum, que foca nas relações humanas e a tendência à idealização e à não aceitação do outro. Cada frame do filme é carregado de significados, metáforas, etc... É um filme completo. Boa foto, boa música e boa direção. Você irá se lembrar disso quando eles estiverem passeando pela paisagem árida e as guitarras das composições de Ry Coorder estiverem tocando ao fundo. Maestria total!

Confira a biografia do diretor Wim Wenders aqui.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Matrix, I saw the devil e Jupiter Apple

O Web design @Diogo Siqueira gostou tanto do convite que fizemos a ele que sugeriu três obras para nosso espaço. Confira só o gosto do cara. 

@Diogo Siqueira

Um livro que acabei de ler foi Matrix, Bem vindo ao deserto do real. O livro agrupa vários textos filosóficos sobre o filme que faz uma ligação com mitos, teorias e previsões.


Para quem é fã do filme é uma leitura que abrirá a mente para outras reflexões que estão nas entrelinhas do que passou na tela. 


O filme que indico é o I saw the devil. Filme coreano, chocante, com fortes cenas de violência, mas traz uma reflexão: Até quando vale uma vingança. Eu gostei muito!

O álbum que estou escutando ultimamente é o Bitter, do artista Jupiter Apple. 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

1,99 - Um Supermercado Que Vende Palavras

Temos certeza que os Publicitários de plantão que ainda não conhecem a indicação do estudante da área @Gleidistone Antonio, vão ficar no mínimo curiosos com o que vão ler.
Uma crítica à sociedade de consumo de um jeito que você nunca viu. O filme aborda de uma maneira muito inteligente questões como, consumo, desigualdade social e jogos de interesses. A maneira como atribuímos a marcas e produtos nossa identidade. 

Para Masagão, nossa fragilidade está no fetiche: “somos fetichistas e muito susceptíveis à própria propaganda e aos seus slogans”. Nesse supermercado não há cor, não há marcas, só frases com o apelo usado para que comprem seus produtos, ou seja, vendem-se palavras, vendem-se slogans e, em última análise, vendem-se fetiches. 
Os produtos do grande supermercado são rotulados com frases do tipo: “Use e abuse”, “Você é único”, “Just do it”, retrata uma sociedade (a nossa sociedade) onde o produto em si já não tem valor, mas sim a marca, a atitude embutida nele. Karl Max chega a dizer que, o fetiche é um elemento fundamental da manutenção do modo de produção capitalista. 
@Gleidistone Antonio
Esse “fetiche” a qual Masagão e Marx se referem, tem a ver com a ideia que sociedade de consumo tenta impregnar em nós: a de que precisamos e necessitamos de algo que na verdade, não precisamos e não necessitamos (naquele momento talvez). Como o simples fato de usarmos um produto da marca “X”, nos faz aceito em determinado grupo, ou nos torna superior a alguém.

Fica a dica. Tenha paciência, porque o filme foge totalmente do que estamos acostumados a ver nas salas de cinema atualmente. A trilha sonora é a mesma, efeitos especiais não existem. No fim valerá a pena. Bom filme, boa reflexão.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

As Mais Belas Frases Do Mundo : Para subir a Montanha da Vida - John Fellinus


Apaixonado por literatura, o ex- integrante do Projeto Antenados @Wanderson Frois, atualmente estudante de educação física, topou contribuir para o nosso espaço com uma dica de livro de um escritor bem profundo em seus temas. Acompanhe! 


“ Há quem passe pelo bosque
e só veja lenha para fogueira” 
                     (Tolstoi)

@Wanderson Frois
  
As Mais Belas Frases do Mundo ,de John Fellinus, é uma leitura empolgante, que cativa o leitor, faz-nos sentir pequenos diante da grandeza de toda criação. O livro é uma visão privilegiada da vida e dos valores humanos. 

Após ler esse livro percebi que em nossa caminhada diária, nos deparamos com situações adversas, enfrentamos dificuldades, medos e limitações. Mas a todo tempo somos moldados por nossas fraquezas, temos nossos olhos abertos e então andamos pelo bosque e encontramos muito mais do que lenha para a fogueira, encontramos amor, paz e esperança para os nossos dias.

Sinopse:
Eu era um desanimado. Trabalhava como viajante. Apesar de sempre ter procurado a psicologia e a auto-ajuda, minha vida sempre foi sem objetivos, sem alvos, sem esperança, algo errante, sem rumo.
Mas certo dia, ao me deparar com um rancho abandonado ao pé de uma montanha, entre os objetos empoeirados, encontrei um caderninho que continha frases: As Mais Belas Frases do Mundo - Para Subir a Montanha da Vida.
Eu havia lido bons livros de auto-ajuda psicológica que incentivam a busca do sucesso e da felicidade. Mas comecei a entender pelas frases do caderno porque a auto-ajuda e a psicologia, apesar de bem-intencionadas, são limitadas, e servem apenas como injeções momentâneas de ânimo ao incentivar a subida da montanha da vida. Há uma ´pedra´ na escalada dessa montanha que, se não for removida, impossibilita qualquer sucesso. A partir daquele dia eu revi todos os meus conceitos sobre o ´sucesso´, e parti em busca do que entendi ser, verdadeiramente, o maior sucesso do mundo.
Assim como a palavra amor, este livrinho é pequeno. Mas veja o tamanho dos sonhos que ele contém! E para falar de amor, sonhos e esperança, não são necessárias muitas palavras; basta o tamanho de um coração. Se você começar sua leitura não parará e notará coisas que a psicologia, a auto-ajuda e os gurus não abordam, por isso falham.
 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

The Killers - Human

Além de espalhar felicidade e boas poesias por onde passa, a contribuinte da semana,@Edinéia Alves, nos surprendeu com sua indicação. Esperávamos alguma indicação de livro, poeta ou poesia, já que Edinéia é Jornalista e Poetisa, autora de vários livros. Mas não! A Didi (para os mais achegados) sugeriu uma música bem alternativa. Confira só.
@Edinéia Alves
Acho muito oportuno sugerir que ouvissem a música “Human”, da banda americana de rock alternativo The Killers. Nela, o vocalista, Brandon Flowers, procura de joelhos por uma resposta à pergunta: Somos humanos ou somos fantoches? A letra também abomina aquele lado “bonzinho” de aceitar as coisas, sem questionar nada. Além de ser muito bacana (eu acho!), a música é muito atual. Lançada em 2008 no álbum “Day & Age”, faz sucesso até hoje. 

Conheça mais sobre a banda no site http://www.thekillersbr.com/

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Meu Gigante Favorito


@MarianaLyrio, turismóloga de formação, é apaixonada por cultura e, atualmente, encontra-se embrenhada no mundo da Educação. Mesmo à distância, sem mostrar as caras, é uma divulgadora em potencial do Projeto. Mariana é uma pessoa alto astral que sempre vibra com cada conquista do Antenados. De muito bom humor topou contribuir com o Antenados Cult. Vamos à indicação da moça!
Sammy é um talentoso caça-talentos que acredita ter achado uma verdadeira mina de ouro: Max, um gigante romeno que vive num monastério e declama Shakespeare. Sammy acha que pode fazer muito sucesso com Max e lhe propõe tentar a sorte nos EUA. Max somente aceita a proposta para tentar reencontrar sua paixão de infância, Lilliana, que se mudou para lá 23 anos atrás. Sammy traz o homem para a América e consegue que ele participe de um filme de ação do Steven Seagal.
Nesse mundo conturbado, onde o que prevalece é o valor do capital, acredito firmemente que vale a pena dar uma paradinha para refletir sobre sentimentos como a amizade e a bondade. 


@Mariana Lyrio
 
Meu Gigante Favorito”(1998) é uma comédia envolvente. A direção é de Michael Lehmann e é estrelado por Billy Crystal e Kathleen Quinlan. Como é recomendado para todas as idades é ideal para um programa em família. A temática é sobre uma amizade verdadeira que nasce em meio a inúmeras diferenças culturais. A mensagem transmitida pelo filme mostra que o que vale de verdade nessa vida é a beleza interior de uma pessoa, indiferente de posição social, credo ou raça. Assistí-lo nos faz ver que a beleza externa não é nada se comparada à beleza das boas ações.
O emocionante longa ainda nos faz pensar muito sobre a maneira como vivemos, o fazer o bem apenas por querer ver a outra pessoa bem. O que é a vida sem amigos? O que podemos fazer para ver nossos amigos felizes? De vez em quando, vale a pena até mesmo passar por cima de vontades próprias se o objetivo é ver um rosto próximo sorridente!


quarta-feira, 12 de junho de 2013

1984


Bom demais poder contar com amizades de longa data. @Letícia Cabral conheceu o Projeto Antenados há alguns anos atrás e nunca mais nos esqueceu. Amiga que se faz presente sempre que precisamos, topou contribuir para nosso espaço com dica de uma livro excelente.
@Letícia Cabral
Quando recebi o convite para contribuir com o blog me vieram milhões de nomes e sugestões à cabeça...tantas são as histórias (não importa a linguagem) que me tocaram a alma! Acabei decidindo por um livro, cujo impacto ainda vibra em mim e que me fez pensar um bocado – antes, durante e depois.
‘1984 – Mil Novecentos e Oitenta e Quatro’, de George Orwell é considerada um dos livros mais influentes do século XX, escrito em 1948 sobre o futuro 1984, é uma crítica ao regime totalitário e à sociedade de controle, mas vai muito, muito além e, apesar de ser uma ficção, faz uma análise muito atual da nossa sociedade. É uma leitura envolvente e surpreendente, daquelas leituras que fisgam mesmo!
O mais interessante do livro é a liberdade que ele nos dá. Cada um constrói seus cenários, expressões, intenções e interpretações exclusivas. A obra se transforma em mil, dependendo do olhar, do momento de cada um. Já experimentei reler livros marcantes anos depois e percebê-los sobre outra textura, outro impacto. Dessa maneira, ‘1984’ se apresentou para mim como uma reflexão sobre as relações modernas, sobre a nossa falta de reflexão, falta de autenticidade e espontaneidade, sobre famoso piloto automático, sobre pressões sociais e rótulos, sobre as conseqüências extremas desse nosso posicionamento enquanto sociedade e consciente coletivo. Além do tênue e perigoso limite entre liberdade e linguagem.
A história é a seguinte: Orwell imagina o cenário de uma sociedade no futuro (1984) sob um regime totalitário, dirigido sobre uma aura de medo constante e incansável. Um governo que pode tudo, cria e apaga informações, inimigos e palavras. Detém controle sobre as ações, intimidade, pensamentos de todos. E, dessa engrenagem em pleno funcionamento, pinça um personagem que começa a sentir uma coceirinha de desencaixe e...bem, vale a leitura! 
“GUERRA É PAZ
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
IGNORÂNCIA É FORÇA”

segunda-feira, 10 de junho de 2013

THE BANG BANG CLUB

Guilherme Guimaraens ou @Gui para os mais íntimos, sócio proprietário do Studio E77, referência de fotografia da capital mineira, também dedicou um pouco do seu precioso tempo aos leitores do Antenados Cult com uma contribuição bem bacana que tem como foco o foto jornalismo.
Minha indicação é o filme THE BANG BANG CLUB (Repórteres de Guerra).
O filme é baseado na vida real de um grupo de repórteres fotográficos que se especializaram na cobertura de guerras e combates. Greg Marinovich, João Silva, Kevin Carter e Ken Oosterbroek.
Se passa na África do Sul, durante as primeiras eleições livres após o regime do Apartheid. Em um ambiente cheio de hostilidade e violência eles competem entre si, e algumas vezes se ajudam, para conseguir a melhor foto. Cada vez mais eles ficam dependentes da adrenalina que o perigo causa. Mas, no final, não é tão fácil lidar com tudo o que viram.
Dois desses fotógrafos - Kevin Carter e Greg Marinovich - receberam um dos maiores prêmios do jornalismo mundial, o Pulitzer, pelo trabalho que fizeram durante esse período. 
@Gui Guimaraens
Para quem gosta de fotografia é interesante notar que os fotógrafos, que usavam câmeras de filme, na época, não podiam errar. Eles estão sempre preparados para fotografar, sempre prestando atenção na luz do local e com o olho treinado para saber qual a abertura usar naquela situação de luz.
Título Original: The Bang Bang Club
Dirigido por: Steven Silver
Ano: 2010

Confira o Trailer

terça-feira, 21 de maio de 2013

Anjos e Demônios


Há algumas semanas, o Jornalista José Augusto ministra um curso de iniciação ao Jornalismo para os Antenados. Neste período, desenvolvemos um forte laço de amizade com o “Zé” ( só para os íntimos !).
Ele é um cara muito gentil, inteligentíssimo e disposto a sempre contribuir quando necessário.
Então pensamos... Porque não convidá-lo para escrever para nosso espaço?
Olha só qual foi a resposta:

Imagine um objeto que tenha a chamada antimatéria – aquela que, segundo a ciência, é a que deu origem ao universo – que, em contato com a matéria, pode provocar uma intensa explosão e destruir uma cidade inteira. Agora, imagine que esse objeto com essa “bomba” está escondido dentro do Vaticano, ação feita por um grupo de pessoas chamadas “Illuminati”, que seqüestrou quatro cardeais momentos antes do início de um conclave para a escolha de um novo Papa para a Igreja Católica. Pois é, Dan Brown imaginou e deu vida ao livro “Anjos e Demônios”. O sucesso foi tão grande que a história ganhou as telas de cinema. 
O enredo conta a história do professor de simbologia Robert Langon – nas telonas, interpretado por Tom Hanks –, que é chamado a um dos maiores centros de ciência do mundo para ajudar a investigar um símbolo marcado no peito de um cientista que foi morto. O assassino consegue, ainda, roubar a antimatéria e levá-la ao Vaticano, dando início a uma vingança secular contra a Igreja Católica.
Para completar a ação, o vilão da história – quer dizer, o comparsa dele – sequestra quatro cardeais momentos antes do início do Conclave que irá escolher o novo papa, pois o antigo morreu. O terrorista deixa uma mensagem gravada à polícia do Vaticano em códigos afirmando que irá matar, de hora em hora, cada um dos religiosos, até o último. E quando der meia-noite, um enorme clarão irá aparecer em Roma. É a “bomba” da antimatéria.
Para quem gosta de suspense, o livro é um prato cheio. Isso porque Langon, após ir para Roma decifrar os enigmas e tentar salvar os quatro cardeais sequestrados, tem de encontrar onde está o objeto poderoso, além de também ter que se desviar das armadilhas feitas pelos Illuminatti. O maior problema é que qualquer pessoa é suspeita de fazer parte dessa rede, inclusive, quem mora dentro do Vaticano.
Junto com Vittoria Vietra – sobrinha do cientista assassinado, que era um padre – Langon dá início a uma busca implacável por lugares seculares de Roma por pistas que possam levar à chamada Igreja da Iluminação, na qual estaria escondida “a bomba”. Suas teorias são, a todo o momento, colocadas em dúvidas pela Guarda Suíça, responsável pela segurança do Vaticano, além de alguns cardeais. Mas o carmelengo – funcionário responsável pelo Vaticano durante o período em que não há um papa – dá crédito ao professor e sua companheira, autorizando a busca.
Os Illuminatti vão matando, de hora em hora, um dos cardeais sequestrados. Além de descobrir em quais locais os religiosos serão assassinados, Langon e Vittoria devem descobrir, também, onde está o objeto e quem orquestrou toda essa trama. Suspense e ação (colocadas brilhantemente tanto no filme quanto no livro) não faltam.
@ José Augusto
Como acontece na maioria das vezes em que um livro é adaptado para as telonas, há algumas diferenças das histórias apresentadas no livro e no longa. Mas, de qualquer modo, são enredos fantásticos, em que o leitor – ou o expectador – entra na história e é levado a acreditar que várias pessoas são suspeitas, em uma rede de intrigas muito bem construída.
A questão é: quem é o culpado pelo ressurgimento dos Illuminati e pelo reinício da guerra contra a Igreja Católica? Quem orquestrou toda essa situação? O papa morreu ou foi morto? Onde está a antimatéria que pode destruir a cidade? O final é aguardado com muita apreensão. Aliás, o desfecho da história (é até difícil escolher apenas um momento clímax em todo o enredo) é super interessante, uma vez que o culpado é, ninguém menos, que.....
Ah! A resposta está no livro e no filme. Boa leitura e/ou boa sessão!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Rota 66- A história da polícia que mata


@Cledemar Duarte dispensa apresentações mais detalhadas. É uma figura carimbada do Antenados. Já foi integrante do Projeto, passou pela coordenação e hoje é um Jornalista graduado. O cara é simplesmente apaixonado pelo que faz. Estamos "namorando-o" a algum tempo para contribuir com o Antenados Cult. Conseguimos! O resultado você verá a seguir.

Rota 66- A história da polícia que mata

 
Logo no início do curso de jornalismo muito se falava sobre Caco Barcellos e seus trabalhos de investigação policial. Em um de seus livros mais conhecidos é possível compreender o motivo de ser considerado um dos principais repórteres investigativos do Brasil. Se trata do Rota 66 - A história da polícia que mata, lançado em 1992, pela Editora São Paulo.

Neste livro, Caco Barcellos investigou durante 5 anos todas as mortes com envolvimento de policiais da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), em São Paulo. Este grupo era considerado o esquadrão da morte entre as décadas de 70 e 90.

Recentemente a imprensa brasileira destacou a corrupção dentro da policia militar, possíveis erros de policiais na favelas do Rio de Janeiro, mas Caco Barcellos já havia feito isso em Rota 66, não apenas apresenta denúncias em seu livro, como cita os nomes de todos os PMs envolvidos nas atrocidades. Um trabalho de pesquisa e investigação fantástico.

O livro Rota 66 é um alerta contra a impunidade, pois como destaca o autor, muitos dos casos relatados terminavam com policiais absolvidos e famílias sem nenhuma explicação sobre a causa da morte (em quase todos os casos, sem motivação).

@Cledemar Duarte
Durante a leitura você se transporta para cada capítulo e vive os dramas das famílias, a revolta e a sede de justiça. Um grande livro de um dos melhores jornalistas do país.

Para quem gosta do trabalho do Caco ou para quem ainda não conhece o Jornalista, vale a pena conferir a entrvista que ele deu para o programa Provocações, da TV Cultura.



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Série - Downton Abbey


Outra dica bem legal para acompanhar o fim de semana, veio da Jornalista @Gabriella Pacheco. Por aqui já conhecemos algumas coisas que a Gabi se interessa, como futebol (principalmente inglês), cachorro (ela tem 5 em casa), músicas e viagens.

Mas hoje, fica a dica de outra paixão dela: séries de TV.
Olha que bacana !

O mundo da aristocracia britânica parece um lugar inalcançável e distante demais para que o resto de nós possa conhecer. No entanto, sua pompa e tradição sempre me fascinaram.  Em Downton Abbey, uma série produzida pela Carnival Films para o canal britânico ITV, esse mundo se torna acessível.
 
Vencedor do Emmy e Globo de Ouro de melhor série dramática, o programa se passa no condado de Yorkshire, no interior da Inglaterra, na segunda década do século XX. Downton Abbey é o nome da mansão (os ingleses têm esse costume encantador de dar nome à suas casas) em que vivem o conde Grantham, sua família e seus muitos servos. A série, que se prepara para sua quarta temporada, gira em torno dos problemas e vida desses personagens.

Para muita gente isso pode parecer a fórmula para o tédio, mas o que os roteiristas conseguem mostrar é o contrário. Intrigas, escândalos e conspirações são parte constante do enredo. Prova de que isso dá certo é o sucesso da série com o público. Nos EUA, onde a série é exibida pelo canal público PBS, a terceira temporada teve uma média de 11,5 milhões de telespectadores.
 
Mas o que me atrai mesmo  é... bem, tudo! Desde sempre sou intrigada por tudo que se refere ao Reino Unido - à isso eu culpo Mary Poppins, por ter semeado na minha imaginação infantil o mundo mágico da terra dos chás e biscoitos, secretamente escondido dos mortais naquela pequena ilha européia. Downton Abbey só reforça essa paixão inexplicável e me desperta a vontade de ter nascido em outra época do século XX.

Os cenários utilizados são bucólicos, encantadores e mostram toda a graça do interior inglês, com seus pastos, vilas, jardins e montanhas. Assim como a mansão, seus quartos, a prataria, os jantares - a ideia de que todo jantar é uma ocasião especial digna de se vestir bem! Os figurinos também são elegantes e atemporais - tanto é que uma linha de roupas inspirada em Downton Abbey está para ser lançada no exterior. 
 
Outra coisa bacana é enxergar a aristocracia com outros olhos. Apesar da visão geral das pessoas sobre os ingleses ser de frieza, o que encontramos é uma família que, apesar de rica, se importa com seus servos e sua comunidade. É interessante também - quase engraçado - ver como a vida deles é diferente da nossa.
 
Trabalho, por exemplo, é uma palavra que não faz parte da vida da família. Um dos maiores conflitos que aparece na primeira temporada é o desejo inexplicável que uma das filhas do conde desenvolve por trabalho. Ao longo das temporadas a descoberta de certas atividades atípicas da vida aristocrática também vão aparecendo e sendo contrapostas pela visão tradicional da avó das meninas e condessa de Grantham, impecavelmente interpretada por Maggie Smith.

E se de um lado os nobres apresentam um mundo novo, do outro lado, os servos também nos mostram uma realidade ignorada pelos livros de história ou os filmes hollywoodianos. Quase vinte pessoas compõem a equipe que faz a casa funcionar. Entre eles estão valetes, mordomos, empregadas e cozinheiras. Alguns deles (muitos) abrem mão completamente de uma vida além dos muros da mansão só para poder servir à família. 

@Gabriella Pacheco
Se isso soa degradante, para eles era o contrário: uma honra. O status de servir uma família dessas é um dos motivos de haver tanta intriga dentro da casa. Ao longo das três temporadas aparece muitos personagens levando facadas nas costas, tudo em busca de uma posição de maior privilégio na casa.

Outro detalhe interessante, talvez o mais interessante, é observar as mudanças pela qual a Inglaterra vai passando ao longo da História e como elas são sentidas pelas diferentes classes sociais que são reveladas pela série. A 2ª Guerra Mundial é uma dessas mudanças, assim como as crises econômicas que cercam o país no entorno dela.

Por mais que a série pareça ter o foco na elite britânica da época, acho que Downton Abbey é bem mais que isso.  É um olhar ao longo do tempo sobre a sociedade britânica e sobre como ela evolui. Se isso é importante ou necessário, acho que depende do ponto de vista. Eu, particularmente, acho fascinante.
 
Downton Abbey é exibido no Brasil pelo canal pago GNT, às quintas-feiras, 22h30.